Fiquei afim (do nada) de escrever aqui. Não sei porque, acho que li o blog de um amigo e me deu essa vontade, mas sei também que ela pode ser tanto passageira como amanhã posso estar aqui de novo. Escrevo e acho que é mais pra mim, pra daqui algum tempo eu volte aqui e leia e ache engraçado (ou não) as coisas que eu falo, penso..minhas vontades..Mas mais pra contar à “alguém”, já que tem dias que só meu cachorro ouve minhas reclamações ou pelo menos assiste as minhas trocas de humor, apesar de ser uma pessoa muito calma. É, calma quando não estou na tpm, seria irônico acreditar nisso nesses dias..sério.
Mas enfim, li lá o que ele postou em relação aos perfis dos “Comunicadores”, principalmente os da Famecos já que é onde nós estudamos. Ele é estudante de jornalismo e como todo bom jornalista gosta de “separar” pessoas por qualificação ou padrões. Neste caso foi por curso, o perfil de um Jornalista, Publicitário e RP. Acho engraçado isso e ao mesmo tempo faz todo o sentido, apesar de que como uma futura publicitária eu não saiba desenhar hehehe e acredite, no texto é muito engraçado porque é a mesma coisa que querer ser médico e recusar-se a mexer em um cadáver.
Claro que acho que a intenção era de ser um texto irônico, que não se pode levar ao pé da letra cada situação achando que TODOS de seus respectivos cursos agem e são de tal forma, mas é mania mesmo dos meus colegas jornalistas fazerem isso e acho bonito, engraçado. “Todo mundo que mora na zona sul fuma maconha e usa camisa flanela” ou “todos da zona norte são playboyzinho e filho de mamãe”, esses são exemplos que já ouvi mil vezes. Mas eu gostaria só de saber porque diabos eles sempre se classificam como chatos, mal humorados, anti-sociais e enjoados. Quero dizer, isso é bom? Não sei se talvez seja pra não esperarmos muito deles fazendo com que o maior convivio você mude totalmente sua opinião passando do 8 para o 80, ou até mesmo 100! (parece que estou sendo sarcástica ou algo assim, mas juro que não, são apenas dúvidas mesmo). Não acho que ser chato, enjoado e tal seja uma qualidade, mas juro que já ouvi de todos, digo TODOS, os meus colegas de jornal se julgarem como tais e alguns até dizem que não gostam de seus outros colegas jornalistas por serem “metidinhos e nariz empinado”.
Será que tem a ver com a concorrência do mercado de jornalismo? Me pergunto mesmo porque não acho isso tudo não, pelo contrário, tenho bons amigos de jonal e adoro eles. Apesar de que as vezes eles são críticos até demais, claro que é ótimo pela carreira, mas escutar também a opinião dos outros é legal e te faz crescer, ter ciência de que há pessoas diferentes que muitas vezes vivem em mundos diferentes que o seu, e respeitá-las por serem assim. Ficou meio balela, mas tem coisas que a gente faz no dia-a-dia, julga e critica livremente, e não pensa que é feio isso, pelo menos eu não gosto. Isso não é uma visão feita por mim em relação aos jornalistas, é para todos mesmo.
O recado parece ser direto para eles porque afinal um jornalista é um fomador de opinião e nos traz a informação, dando espaço para criticamos muito o que eles dizem ou mencionam. Um RP é organizador de eventos, gestor de relacionamentos, portanto se não têm amigos ou não forem agilizados são criticados. Os publicitários que fazem toda a parte de criação e planejamento estratégico de marketing, se não sabem desenhar ou ser um bom estrategista, também são criticados.
A crítica é aberta e livre para aqueles que vivem num país democrático, mas acho legal cuidar um pouco e não misturar crítica (principalmente a construtiva) com julgamento. Claro, mas depois de todo esse “desabafo” é automático notarmos e ressaltarmos o que “julgamos” ser o errado e incoerente do perfil de uma pessoa com relação ao seu curso. Acho que a crítica é boa e extremamente construtiva, digo de maneira saudável, só não gosto quando ela transparece algo maldoso, rancoroso e amargurado.





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